Newsletter Aurora #35

31 de Agosto de 2026 às 07:10 da manhã

Reflexão

“A experiência é um troféu composto por todas as armas que nos feriram.”

EDITAL DE DESTAQUE DA SEMANA | CNPq destina R$ 50 milhões para projetos de Inteligência Artificial em empresas e startups

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), está recebendo propostas para a Chamada Pública CNPq/SETEC/SETAD/MCTI/FNDCT nº 29/2026 – RHAE IA. A iniciativa disponibiliza R$ 50 milhões para apoiar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) que utilizem Inteligência Artificial e promovam a inserção de pesquisadores em empresas inovadoras e startups brasileiras.

A chamada busca ampliar a participação de mestres e doutores em projetos empresariais de inovação, estimular o desenvolvimento de novos códigos e produtos originais de IA e fortalecer o uso da tecnologia como ferramenta transversal para criar ou aprimorar produtos e processos. As propostas devem estar alinhadas ao Eixo 4 – IA para Inovação Empresarial do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e a pelo menos uma das seis missões da Nova Indústria Brasil (NIB), abrangendo áreas como agroindústria sustentável, saúde, infraestrutura e mobilidade, transformação digital, bioeconomia, descarbonização, transição energética e tecnologias estratégicas para a soberania nacional.

Podem participar microempresas, pequenas empresas e startups privadas com fins lucrativos, constituídas de acordo com a legislação brasileira e com sede e administração no País. O responsável pela proposta deverá possuir Currículo Lattes atualizado, atuar como coordenador do projeto e manter vínculo formal com a Empresa Executora. Cada empresa poderá apresentar apenas uma proposta. A chamada também estabelece como prioridades os negócios de impacto socioambiental e incentiva a participação de empresas e startups lideradas por mulheres, incorporando esses aspectos ao processo de avaliação.

Cada projeto poderá solicitar até R$ 300 mil em bolsas de fomento tecnológico, nas modalidades SET, DTI, EV e ATP. É obrigatória a solicitação de pelo menos uma bolsa SET destinada a mestre ou doutor, com duração mínima de 12 meses. Além disso, a Empresa Executora e/ou suas instituições parceiras deverão oferecer contrapartida mínima equivalente a 20% do valor solicitado em bolsas, que poderá ocorrer por meio de recursos financeiros ou não financeiros. Do orçamento total da chamada, pelo menos 30% dos recursos serão destinados a projetos de empresas sediadas nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste, incluindo as áreas de abrangência das Agências de Desenvolvimento Regional.

As propostas serão avaliadas considerando critérios como aderência à temática de Inteligência Artificial e ao PBIA, alinhamento às missões da Nova Indústria Brasil, viabilidade técnica, econômica e mercadológica, grau de inovação, potencial de impacto tecnológico, econômico, social e ambiental, perfil da equipe e qualidade dos arranjos cooperativos. A liderança feminina também integra os critérios de pontuação. As inscrições seguem até 9 de outubro de 2026, às 23h59, horário de Brasília, e devem ser realizadas exclusivamente pela Plataforma Integrada Carlos Chagas, com o envio obrigatório do Modelo Estruturado de Projeto de Pesquisa previsto na chamada.

NOTÍCIA DA SEMANA | Tecnologia brasileira transforma inovação em aliada no enfrentamento da crise climática

Soluções desenvolvidas no Brasil estão demonstrando como tecnologia, inovação e sustentabilidade podem avançar de forma integrada diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. Em reportagem publicada pelo G1, iniciativas desenvolvidas e aplicadas no Rio de Janeiro mostram tecnologias voltadas à restauração de florestas, mobilidade de baixo carbono, monitoramento ambiental e redução de emissões, aproximando inovação tecnológica de ações concretas de preservação ambiental.

Entre as iniciativas apresentadas está o uso de drones na recuperação de áreas degradadas, permitindo lançar sementes em regiões extensas ou de difícil acesso e ampliar a capacidade de restauração florestal. A tecnologia contribui para tornar processos de reflorestamento mais ágeis e escaláveis, mostrando como ferramentas originalmente desenvolvidas para outras aplicações podem ganhar papel estratégico na recuperação de ecossistemas e no fortalecimento da resiliência climática

Outra frente destacada pelo G1 está relacionada à descarbonização dos transportes, com a utilização do biometano como combustível para frotas de veículos. Produzido a partir do aproveitamento de resíduos orgânicos, o combustível renovável representa uma alternativa aos combustíveis fósseis e conecta dois desafios ambientais importantes: a destinação mais eficiente de resíduos e a redução das emissões associadas à mobilidade.

As soluções também revelam um movimento mais amplo de aproximação entre empreendedorismo, pesquisa científica e desafios ambientais. Tecnologias de monitoramento, novas fontes energéticas e ferramentas digitais podem aumentar a capacidade de compreender transformações nos ecossistemas, otimizar o uso de recursos naturais e apoiar decisões mais eficientes. Nesse cenário, a inovação deixa de representar apenas ganho de produtividade e passa a funcionar também como instrumento para prevenir impactos, recuperar áreas degradadas e desenvolver modelos econômicos de menor impacto ambiental.

As experiências apresentadas pelo G1 reforçam que enfrentar a crise climática exige combinar ciência, tecnologia, investimento e capacidade de transformar conhecimento em soluções aplicáveis. Da restauração de florestas com drones ao uso de combustíveis renováveis, iniciativas brasileiras mostram que desenvolvimento e preservação ambiental não precisam seguir caminhos opostos: quando orientada por propósito e impacto, a inovação pode contribuir para construir uma economia mais eficiente, resiliente e preparada para os desafios climáticos das próximas décadas.

AURORA INSPIRA | Cicatrizes do caminho ou ferramentas para avançar?

Nenhuma trajetória relevante é construída apenas por conquistas. Erros, obstáculos, perdas e decisões que não produziram o resultado esperado também fazem parte do percurso e, quando interpretados com maturidade, podem se transformar em fontes importantes de conhecimento.

Para organizações e profissionais, a experiência não nasce somente daquilo que funcionou. Muitas vezes, são justamente os momentos mais difíceis que revelam fragilidades nos processos, limites das estratégias e capacidades que ainda precisam ser desenvolvidas. O desafio deixa de ser apenas algo a superar e passa a oferecer informações valiosas para escolhas futuras.

Isso não significa valorizar o fracasso por si mesmo, mas compreender aquilo que ele pode ensinar. Uma dificuldade analisada com atenção pode aprimorar métodos, fortalecer equipes e evitar que os mesmos erros sejam repetidos. Aprender com o impacto recebido é transformar vulnerabilidade em preparo, construindo repertório para responder melhor quando novos desafios surgirem.

Organizações maduras carregam suas experiências sem permitir que elas se transformem em medo de tentar novamente. Em vez de utilizar acontecimentos anteriores como justificativa para evitar riscos, incorporam seus aprendizados à estratégia, ajustam processos e avançam com mais consciência, capacidade de antecipação e clareza na tomada de decisão.

Ao longo do tempo, aquilo que inicialmente representou uma dificuldade pode se tornar parte da capacidade que sustenta novas conquistas. Experiência não é simplesmente acumular acontecimentos, mas saber transformar cada percurso em conhecimento aplicável. Afinal, crescer também significa fazer com que aquilo que um dia nos desafiou se torne uma ferramenta para enfrentar melhor aquilo que ainda está por vir.

QUIZ AURORA #35 | Experiência Acumulada ou Aprendizado Estratégico?

Pergunta 1
Segundo a reflexão da Aurora Inspira, experiências difíceis podem contribuir para a evolução de uma organização quando:
a) São utilizadas como justificativa para evitar novos desafios
b) São analisadas e transformadas em conhecimento para decisões futuras
c) São esquecidas rapidamente para não interferirem no planejamento
d) Levam à repetição das estratégias utilizadas anteriormente

Pergunta 2
De acordo com o texto, qual é uma das principais contribuições dos obstáculos para organizações e profissionais?
a) Revelar fragilidades, limites e capacidades que ainda precisam ser desenvolvidas
b) Demonstrar que determinadas iniciativas nunca devem ser retomadas
c) Eliminar a necessidade de assumir novos riscos
d) Garantir que dificuldades semelhantes não acontecerão novamente

Pergunta 3
No contexto apresentado, organizações maduras se diferenciam porque:
a) Evitam iniciativas que possam produzir resultados incertos
b) Consideram experiências negativas como sinais para reduzir suas ambições
c) Incorporam aprendizados à estratégia e avançam com mais consciência e preparo
d) Concentram suas decisões apenas nas experiências que produziram bons resultados

Pergunta 4
Segundo a Aurora Inspira, o que significa transformar experiência em conhecimento aplicável?
a) Utilizar acontecimentos anteriores para prever exatamente os resultados futuros
b) Preservar métodos antigos independentemente das mudanças de contexto
c) Eliminar completamente os riscos antes de tomar novas decisões
d) Converter aprendizados do percurso em ferramentas para enfrentar melhor novos desafios

Respostas

1. B) São analisadas e transformadas em conhecimento para decisões futuras
2. A) Revelar fragilidades, limites e capacidades que ainda precisam ser desenvolvidas
3. C) Incorporam aprendizados à estratégia e avançam com mais consciência e preparo
4. D) Converter aprendizados do percurso em ferramentas para enfrentar melhor novos desafios

Leitura de Cenário | Plenum Brazil

4 acertos → Excelente visão estratégica. Você compreende que organizações de alto desempenho não são definidas apenas por seus acertos, mas pela capacidade de transformar dificuldades em conhecimento. Elas analisam experiências, identificam aprendizados e utilizam esse repertório para fortalecer estratégias, equipes e decisões futuras.
2–3 acertos → Boa compreensão sobre aprendizado organizacional. O próximo passo é fortalecer uma cultura capaz de analisar desafios com profundidade, transformar experiências em conhecimento aplicável e incorporar os aprendizados aos processos e às decisões estratégicas.
0–1 acerto → Vale refletir sobre como sua organização interpreta as dificuldades que encontra pelo caminho. Quando obstáculos são vistos apenas como fracassos, perde-se a oportunidade de compreender suas causas e construir novas capacidades. Evoluir exige transformar cada experiência em referência para decisões mais conscientes e estratégias mais preparadas.

🦭 Organizações experientes não são aquelas que deixaram de enfrentar dificuldades, mas as que aprenderam a transformar cada obstáculo em conhecimento, cada aprendizado em preparo e cada desafio superado em capacidade para avançar.

Aurora

Iluminando ideias, inspirando caminhos e revelando o futuro